Poema breve, o haikai tem uma métrica de dezessete sílabas, organizado em três versos, com cinco sílabas no primeiro e terceiro versos e sete sílabas no segundo.
O que se pretende nessa interface entre dança e poesia é buscar escrever o haikai diretamente com o movimento e vice-versa. Ou seja, fazer dessa relação um jogo entre matrizes que podem se potencializar reciprocamente, em muitos níveis. É importante observar, nesse sentido, que em contraste com uma parte expressiva da poesia produzida nas culturas ditas Ocidentais, nos haikais não são os processos humanos o foco, mas sim aqueles produzidos pela natureza, com toda a sua sutileza e força e em sua magnitude e vulnerabilidade. A Natureza é, assim, vista em sua alteridade mais profunda.
Colaboradores

Agmar Beirigo
Sol em leão, sol do cerrado da cidade das sete colinas e águas cristalinas, Uberaba/Minas Gerais. Vinte e três anos de lua em capricórnio e ascendente em virgem, vinte anos da primeira vez que pisou num palco. Pele indígena e formação óssea miscigenada, no outono de 2018 iniciou os estudos na Escola de Arte Dramática ECA/USP, turma 70; outro múltiplo de sete que acompanha a sua formação na USP é o 14 – iniciou em 2014 seus estudos na Graduação em Bacharelado, curso: Artes Cênicas habilitação Interpretação Teatral. No ano de 1998 iniciou seus estudos em teatro e dança, desde então habitou diferentes espaços, um dos seus últimos trabalhos que misturava essas duas linguagens, teatro e dança, foi dirigido e orientado por Beth Lopes, integrou o XI Circuito TUSP fazendo apresentações no interior do estado de São Paulo. Cursou também a Escola de Atores Wolf Maya de 2014 a 2017. Workshops que tencionavam essa pesquisa em teatro e dança “O Artista como Repertório” ministrada por Doris Difarnecio, diretora do Centro Hemisférico/FOMMA, em 2016; “A Presença do Ator Performer” ministrada por Jan Ferslev, Odin Teatret, em 2016.”Sou um primaveril do Bando 21 e com esse trabalho descobri que também sou uma vitória-régia, tenho a minha ancestralidade nos meus órgãos, nos meus músculos, nas minhas articulações e carrego o peso dessa relação nos meus ombros. Cabelos cacheados que se jogam para o abismo desses novos ciclos que virão. Eu, Agmar Beirigo, leonino, cacheado, vitória-régia, ator/bailarino e um sopro invernal na primavera desses Haikais.”

Amanda Santos
Amanda Santos. Vinda de mulheres rurais italianas e nordestinas. Presentes na força de suas coxas. Que gosta de se movimentar com seus alérgicos olhos em silêncio. Que nasceu em Lins, morou em Jundiaí e mora em São Paulo há 9 anos. Formada em ballet clássico pela Escuela Nacional de la Republica de Cuba. Fez muitas aulas de jazz, ballet e contemporâneo no Raça Centro de Artes; faz muitas oficinas por aí, a do Roberto Alencar, da Key Sawao e de outras pessoas as quais admira. Sol em aquário; lua em sagitário; ascendente em câncer. Respira, respira, respira, ham, ch e consegue. Formada em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Tem experiência com aulas de teatro e dança para crianças, adolescentes e adultos, assim como com preparação corporal de elencos de teatro e de um longa. Dançou no Ballet Stagium; dança na Cia Carne Agonizante; dança no Sala 21, ao Sol a pino.

Gabriela Dória
Bibi, apelido de Gabriela, sul mato-grossense, com sol e ascendente em Virgem, foi introduzida à dança por sua mãe, Gisela Dória, ainda quando criança. Terra em abundância. Ao se mudar para São Paulo em 2008, se aproximou da dança contemporânea e das danças brasileiras, reforçando a sua decisão de dar continuidade às influências da família artística. Fez parte da Residência Encontro para Jovens Creadores (Uruguai) e é co-criadora do projeto “por elas” (2015). Bacharel em Dança, pela UNICAMP , atualmente frequenta o Pacap 2, no Forum Dança em Lisboa.

Júlia Iwanaga
Nascida em Jundiaí, em 16 de outubro de 1996, dado que lhe confere o sol em libra, Júlia Iwanaga começou a dançar em 2002. Carregada principalmente pelos ares artísticos, formou-se em Dança pela Universidade Estadual de Campinas, quando apresentou, no começo do verão de 2017 o seu Trabalho de Conclusão de Curso orientado por Holly Cavrell. Criou, juntamente com Bibi Dória, o projeto por elas, em 2016, que dá voz e movimento à tudo aquilo que existe em nossas cabeças e que não deve ser ignorado. Relaciona-se com o mundo através dos correntes quentes de ar, as quais a levaram, no inverno de 2017, ao Bando 21, pesquisa de pós-doutorado de Gisela Dória, cujo o nome, Haikais Coreográficos, diz muito pouco sobre o que de fato foi a experiência de corporificar essa poesia japonesa. Em 2018, aproximou-se de práticas meditativas e orientais com os cursos de formação estendida com Key Sawao, Paula Petreca e Patrícia Bergantin.

Júlia de Lima
20 anos. Por 2 anos com 18 anos, sem os 19. Hoje 20.
Danço no grupo “Núcleo de Pesquisa Mercearia de Ideias” dirigido por Luiz Fernando Bongiovanni. No espetáculo Breve Compêndio para Pequenas Felicidades e Satisfações Diminutas eu tive um depoimento falado onde eu dançava minha voz. Dançamos esse espetáculo por 2 anos… Quando gravamos eu tinha 18 anos e durante todo o tempo eu tive a sensação de ter essa mesma idade, de repente fiz 20.
Câncer com ascendente e lua em leão. Muito 8 80. Faladora e muda. Mas “hermana soy de los bientos”.
Esotérica, mística, espiritualista, bruxa.
Formada pela “Escola de Babados”, hoje EDSP.
Numa desconstrução, tentando se juntar. Reconhecer o que é meu sendo Mulher, lésbica e negra.
Oficineira na ONG Panoá.
Bailarina também na “Dentre Nós Cia de Dança.
Patriota e viajante da vida

Laís Rosa
Nasci paulistana em 1992, mas a família é toda de Piracicaba e moro em Paulínia desde 1996. Desde 2007 estudo entre Valinhos e Campinas. Acontece que em 2010 botei os pés na Unicamp e soube que queria era fazer pesquisa. Mas ainda não ali, na Linguística. Não pertencia só às palavras. 2014, entrei na graduação em Dança. Perfeitamente indecisa, é isso o que um Sol em Virgem em conjunção com Mercúrio em Libra faz. Tenho mania de querer achar uma cidade-mãe. Assim, vou andando com gosto pelas cidades a indecidir se danço poesia ou se escrevo meu braço em ventania. Careço da árvore em que me recosto para o vento soprar. E gosto mesmo é de sorvete de pistache.

Mainá Santana
Neta de dois índios cor de mogno e de européias fortes como suas coxas, é artista da dança. Trabalhou na Cia Carne Agonizante de 2015 a 2018, desenvolve trabalhos pessoais em dança (projeto A Atitude Manifesta do Controle, 2017) e educação não-formal em contextos de exposição de arte. O fogo lhe move, mas a corrente das águas lhe deixa levar. É arte-educadora pela USP (2013), psicóloga pela UFSCar (2010) e libriana pelos seus pais (1987). Atua em parceria com Gisela Dória no projeto Sol a Pino (2017) e dá entrevistas em inglês nas horas vagas.

Nara Zocher
Formada pelo Teatro Escola Macunaíma (2014), recebeu menção honrosa no Programa Nascente (USP) em 2014 com a peça “A Muda”, como atriz e diretora do espetáculo. Aluna de Cibele Forjaz, realizou a iluminação do experimento “Jogo das Perguntas” orientado por Ana Julia Marko e Marcos Bulhões; e de “Sonhos de Einstein”, exercício conduzido por Isabel Setti na EAD – ECA – USP. É assistente de Rafael Souza Lopes no grupo Teatro do Osso, com o espetáculo “Canto Para Rinocerontes e Homens” (Direção Rogério Tarifa), e em “Inútil Canto Inútil Pranto pelos Anjos Caídos” (Dir. Rogério Tarifa). Integrou a equipe de luz do Teatro Oficina com o espetáculo “Bacantes”(2016) e “Macumba Antropófaga”(2017).
